L A K Ú M A  -  P U S Á K I

EL FUEGO EN EL AGUA

AÑO 7, NÚMERO 28     VERANO 2010


     SITIO OPTIMIZADO PARA UNA RESOLUCIÓN DE 1024 X 768 PÍXELES.  

 

G a l e r í a   F o t o g r á f i c a

O B R A   V I S U A L   D E   L E O   L O B O S

 

 


L e o   L o b o s .

F U N D A M E N T A L   E S   L A   V I D A   Q U E 

                                    I L U M I N A   L A    P A L A B R A

p o r  S a n d r a   M a l d o n a d o   H e n r í q u e z

E L   R O M A N C E R O

L A   P O E S Í A   Q U E   C U E N T A   C A N T O S

                                      Y   C A N T A   C U E N T O S 

p o r    E u g e n i o   B a s t í a s   C a n t u a r i a s

I s a b e l   L l o r c a   B o s c o .

E L   Q U E   E S C R I B E   D E B E   C O N O C E R

                                               A   S U S   L E C T O R E S

p o r   S E S A M

L A   C O R P O R A L I D A D   E N   L A   

                   H I S T O R I A   D E   L A S   M U J E R E S 

p o r   D r a .   R o s a   B e h a r

 


 

 

 

 

E d i t o r i a l

 

L o s   d o s   p o e m a s

 

Hace cientos de años, en el camino a Atenas, dos poetas se encontraron  y alegraron de verse.

 

Y un poeta preguntó al otro: "¿Qué has compuesto últimamente y cómo va tu lira?"

 

El otro respondió con orgullo: "Acabo de terminar el mejor de mis poemas, tal vez el más grande poema escrito en griego.  Es una invocación a Zeus el Supremo".  Luego sacó de entre su manto un pergamino diciendo: "Mira, aquí lo tengo y voy a leértelo.  Ven, sentémonos a la sombra de ese blanco ciprés", y leyó su poema, que era largo.

 

Y el otro dijo amablemente: "Es un gran poema.  Vivirá a través de los tiempos y por él serás glorificado".

 

El que leyó preguntó ufano: "Y tú, ¿qué has escrito de nuevo?"

 

Y el otro respondió: "Yo he escrito poco.  Tan sólo ocho líneas en recuerdo de un niño jugando en un jardín", y recitó los versos.

 

El del poema largo dijo: "No está mal, no está mal", y se fueron.

 

Ahora, después de dos mil años, las ocho líneas del poema corto se leen en todas las lenguas y se recuerdan con amor.

 

Ya aunque el otro poema está a salvo en bibliotecas y aulas, nadie lo lee ni recuerda.

 

 

K h a l i l   G i b r a n,   " E l   V a g a b u n d o " .      

 

 

 

 

P A Y O   G R O N D O N A

 

 

 

C U A T R O   P O E M A S   S I M B O L I S T A S

T R A D U C I D O S   P O R   O S W A L D O   R O S E S


P A L E S T I N A   N O W

p o r   U l i s e s   V a r s o v i a


R O Q U E   E S T E B A N   S C A R P A

P O E M A S


E L   M O D E R N I S M O

p o r    O s v a l d o   U l l o a   S


C O N S I D E R A C I O N E S   E N   T O R N O

A L   M A L T R A T A D O R

p o r    O s w a l d o  R o s e s


E S O S   E X T R A Ñ O S   L I B R O S

E Y A C U B R A C I O N E S  -  1987

d e   R a ú l   M u ñ o z


N e l s o n   S a l i n a s   S o t o

L a   P o e s í a   N a c e

e n   l a   I n t i m i d a d   M á x i m a


E  s  c  r  i  b  e  n      H  o  y

J o r r o   R o j a s

R o b e r t o   Y á ñ e z

R a f a e l   C i e n f u e g o s

U l i s e s   V a r s o v i a


E  c  o  s     E  n     L  a     V  i  t  r  o  l  a   :

P  o e m a s    E n    M p 3


 

E N L A C E S   A 

S  i  t  i  o  s      D  e       I  n  t  e  r  é  s


 

R  e  s  e  ñ  a      D  e     P  u  b  l  i  c  a  c  i  o  n  e  s


R E P O R T A J E S    D E    N Ú M E R O S

A N T E R I O R E S

 

 

 

 

 

 

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P O E M A   D E S T A C A D O


 


A M A D A   S E D


 

Fuiste mi bien, la del color soñado;

yo me acuerdo en el centro del olvido.

Fuiste de pétalos la piel, ternura

de brisa, amable rezo sonreído.

 

Tú me dormías, colibrí de tu voz,

en las noches que siempre eras lo mismo;

y aún pensando en el yunque de los cielos

o en la fuente que puede herir el frío.

 

Porque tu pálpito arbolado en niña

crecía tanto lleno de motivos;

porque tejías a sutil aroma 

o, del presagio, estaba tu cariño.

 

Beso me guiaba por llegar en alas

a tu casa, escalada al infinito;

él me moría en mestizar tus labios

como notas de Orfeo por los siglos.

 

Tengo pobreza de enviudarme ausencias,

y de desvelos al no estar contigo;

hendida fe en el barrizal más ciego,

tristeza que la indigna lo perdido.

 

Amor, mi bien, la del color sagrado

en mis entrañas, trono de luz mío,

sobrada libertad con tu belleza,

geometría afín a mis caminos.

 

Migajas quiero asir de tu presencia,

el cuajado lugar de tus respiros;

quiero llorarte el mar que me desgana

hasta que venga cierto– tu sentido.

 

Oswaldo ROSES.


 


Este sitio contó con el aporte del Consejo Nacional de la Cultura y las Artes.

Fondo Nacional de Fomento del Libro y la Lectura, 2006.


 

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